Reajuste de 0,37% no piso do magistério é afronta à categoria

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De acordo com publicação do Diário Oficial da União (DOU) do dia 30 de dezembro de 2025, a projeção do reajuste do piso do magistério em 2026 será de apenas 0,37%. O percentual, abaixo da inflação, segue a regra de cálculo a partir do Valor Aluno Ano do Fundeb (VAAF). Se publicado em portaria e implementado, o reajuste representa um golpe na carreira de todos os professores da educação pública do país.

Nos últimos anos, as entidades representativas da categoria buscaram retomar as reuniões do Fórum do Piso do Magistério, mas sem avanços concretos. A principal proposta das entidades no fórum era alterar a base do cálculo, garantindo um ganho real vinculado ao crescimento das receitas do Fundeb com reposição da inflação do ano anterior.

Enquanto a categoria luta pelo mínimo, o Ministério da Educação (MEC) segue sem dar uma resposta concreta sobre o que será feito, o que aumenta ainda mais a preocupação da implantação de um reajuste praticamente inexistente.

É inadmissível que os professores continuem sendo desrespeitados pelo governo em diversos âmbitos. Em 2024, com a MP 1286/2024, que se tornou a Lei 15.293/2025, a tabela de percentuais docentes foi alterada, dificultando o escalonamento salarial dos professores conforme o piso. Neste momento, o governo também se recusa a cumprir o acordo de greve dos docentes da Rede Federal, bem como dos TAEs.

O SINDSIFCE, bem como outras entidades sindicais, têm lutado para garantir que o salário dos professores seja digno e justo. Em agosto deste ano, o sindicato ajuizou uma ação coletiva pelo piso para os professores do Ensino Básico, Técnico e Tecnológico (EBTT) do IFCE.

Além disso, seguimos buscando representantes do governo e do parlamento na tentativa de pressionar pelo cumprimento dos acordos de greve. No último mês, representantes do sindicato estiveram reunidos com o Deputado José Guimarães, líder do governo na Câmara, e Guilherme Boulos, ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, cobrando o cumprimento dos acordos de greve.

Nosso objetivo enquanto sindicato é seguir cobrando as autoridades e alertar nossa base para que sigamos mobilizados e prontos para impedir o sucateamento de nossas carreiras, um perigo que é constante no atual contexto político do país. Seguiremos atentos(as) e mobilizados(as) contra esta e tantas outras afrontas aos servidores públicos!