Nova reunião é realizada sobre o IFCearense com Reitoria e seções sindicais

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O SINDSIFCE se reuniu, na manhã desta segunda-feira (22), com a reitoria e outras seções sindicais do Ceará para tratar sobre a criação do IFCearense e suas implicações. Foi debatida a apresentação da minuta do PL, a necessidade de participação da comunidade, a remoção de servidores e criação de um GT com participação sindical.

Entre os presentes na reunião, estavam Cezar Amario e Lidia Farias, representando o SINDSIFCE, além de Warner Lucas, Marcos Vieira e Ialuska Guerra, representantes das seções Cariri e Iguatu. Da reitoria, participaram o reitor Wally Menezes, o assessor Ivam Holanda e os pró-reitores Marcel Ribeiro, Ana Claudia Uchôa, Cristiane Borges e Reuber Saraiva.

Durante as falas, foi apresentado que a minuta do Projeto de Lei (PL) da criação do IFCearense está em processo de tramitação entre a Casa Civil e o Ministério da Gestão e Inovação (MGI). A Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec), vinculada ao Ministério da Educação (MEC), deverá agendar uma reunião nas próximas semanas com os institutos reordenados para apresentar mais informações.

Em paralelo, foi aprovada a criação de um Grupo de Trabalho com representação de sindicatos, servidores e estudantes com o objetivo de realizar um estudo sobre os impactos e desdobramentos do reordenamento. Os resultados do GT serão apresentados em reunião extraordinária do Conselho Superior (Consup), garantindo legitimidade às propostas.

Dentre as discussões que serão levadas ao GT, está a remoção dos servidores nos dois sentidos, ou seja, permitindo tanto que docentes e técnicos do IFCearense possam ir para o IFCE quanto o inverso. “Precisamos da garantia dessa questão da remoção dos servidores para trazer segurança. Isso impacta diretamente a vida das pessoas”, reforçou Lidia Farias.

Outro ponto debatido na reunião e defendido pelo SINDSIFCE foi a necessidade de participação da comunidade através de uma consulta pública, na qual os campi possam dizer onde gostariam de ficar e se sentem mais próximos. Mesmo com oposição das outras seções em relação ao proposto, os coordenadores presentes reiteraram a importância de não apenas informar a comunidade acadêmica, mas também de ouvir, através da consulta, suas opiniões.

“É nosso princípio enquanto entidade sindical defender o diálogo e a consulta pública. Isso é uma posição que a gente não abre mão. O grau dessa consulta, a metodologia, também devem ser discutidos coletivamente”, pontuou Cezar Amario.