NOTA | Sindicato repudia prisão do ativista Thiago Ávila por Israel

23

O ativista Thiago Ávila, membro da Flotilha Global Sumud, de missão humanitária, foi preso pelo estado genocida de Israel na última quarta-feira, junto com o espanhol-palestino Saif Abukeshek. De acordo com relatos de tripulantes, os ativistas têm sofrido agressões e torturas. Além disso, em audiência nesta terça-feira (5), a justiça estendeu o período de prisão até domingo. Se condenado, ele pode sofrer pena de morte.

A acusação de “apoio à organização terrorista” é totalmente arbitrária, considerando que Thiago e Saif estavam fornecendo ajuda aos palestinos da Faixa de Gaza, vítimas do genocídio israelense. Além disso, a prisão foi realizada em águas internacionais, ação que pode ser considerada ilegal. Mesmo com mobilização nas redes sociais e intervenção das embaixadas do Brasil e da Espanha, a decisão foi mantida.

A prisão do brasileiro é uma gota num oceano de ações violentas e autoritárias de Israel que, apoiado pelos Estados Unidos, destrói direitos humanos, rasga convenções e acordos internacionais e age sem respeito à humanidade. Desde o início do conflito, quase 73 mil pessoas foram mortas e outras 170 mil foram feridas, de acordo com o Ministério da Saúde de Gaza.

Se cidadãos inocentes, crianças e mulheres sem nenhuma relação direta com o governo são mortos cruelmente todos os dias por Israel, vozes que se erguem contra o genocídio, mesmo através de ajuda humanitária, são um alvo ainda maior. Enquanto isso, grandes nações seguem em silêncio assistindo a um massacre diário.

O SINDSIFCE repudia veemente a prisão de Thiago e Saif, além de todas as ações de Israel contra ativistas e a população palestina.