Durante Assembleia Geral, base vota contra deflagração de greve e debate mobilização

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Durante a assembleia realizada nesta terça-feira (10), os membros da base e da diretoria presentes votaram, com ampla maioria, contra a deflagração de greve proposta pelo SINASEFE. A reunião trouxe importantes debates sobre a atual conjuntura política nacional e sobre o cumprimento dos acordos.

Durante a pauta de análise de conjuntura, foi abordada a política de austeridade fiscal do governo, a reforma administrativa apoiada por setores do congresso e do executivo e a consequente asfixia no orçamento dos institutos federais. A partir disso, também foi pontuada que a mobilização dos servidores deve ser feita entendendo este amplo contexto, que é ligado diretamente ao cumprimento dos acordos de greve.

Sobre este ponto, os membros da Diretoria Colegiada, Lidia Farias e Cezar Amario, destacaram pontos importantes dos acordos dos TAEs e docentes, respectivamente. Dos pontos não cumpridos dos acordos dos técnicos, Lidia pontuou a racionalização dos cargos, a implantação das 30 horas e o Reconhecimento dos Saberes e Competências, que mesmo aprovado conta com um texto descaracterizado da proposta construída com as entidades sindicais.

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No caso dos acordos docentes, Cezar pontuou avanços, como o reajuste salarial e a revogação da Portaria 983. Dos pontos não cumpridos, foi destacada a liberação do ponto eletrônico, bem como a padronização das regras para a progressão, a implementação da nova RAD e o fim dos recursos nos processos de RSC.

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Estado de greve e deflagração

A partir dos debates realizados sobre a conjuntura e os acordos, foram feitas duas votações para definir a posição do SINDSIFCE em relação ao estado de greve e a uma possível deflagração. Conforme pontuaram parte dos presentes que se posicionaram durante a reunião, uma greve deve ser construída a partir de um trabalho com a base, com participação ativa nos campi e com o entendimento geral das pautas. De acordo com a proposta do SINASEFE, a greve poderia ter início no próximo mês, o que inviabilizaria esse processo de mobilização de maneira efetiva.

Também foi debatido o atual contexto político em uma possível greve. Neste momento, a conjuntura sinaliza pouco espaço para negociação com o governo, especialmente no segundo semestre deste ano, quando inicia-se o período eleitoral, que limita ainda mais a transferência de recursos e aprovação de medidas.

A primeira votação foi sobre a manutenção do estado de greve: 30 pessoas se manifestaram a favor e uma contra. Durante a segunda votação, sobre a possibilidade de uma deflagração de greve, foram registrados 36 votos, sendo 31 contrários à greve, 4 a favor e uma abstenção.

Com a maioria votando pela manutenção do estado de greve e contra a deflagração da greve, o posicionamento da base será levado à 207ª Plena do SINASEFE. Se os delegados presentes na plenária ainda votarem a favor de uma deflagração, o SINDSIFCE fará uma nova assembleia, desta vez presencial, para definir se haverá ou não a deflagração de uma greve.

207ª Plena

Para representar o SINDSIFCE na plenária que ocorre nos dias 27 e 28 de fevereiro em Brasília, foram eleitos como delegados(as) Raquel Campos Nepomuceno (TAE) e Cezar Amario Honorato (docente), e como observadores(as), Leilane Lima Almeida (TAE) e Nalbert Pietro Martins (docente).

Além da pauta da greve, também serão apresentados informes das seções, análise de conjuntura, acordos de greve, encontros regionais de 2026, Conferências Livres de Mulheres, 15ºENAASS e Encontro Nacional de Formação Política.