Conforme definido nos acordos frutos da greve de 2024, os docentes terão um reajuste de 3,5% em 2026. No entanto, o aumento virá apenas na folha de abril, sendo pago em maio, conforme previsto no acordo Nº10/2024.
Além do reajuste, alguns pontos do acordo já foram cumpridos enquanto outros ainda aguardam cumprimento integral. No caso dos docentes foi cumprida a aglutinação das classes A e B, alteração gradual dos steps, revogação da portaria 983, recomposição do Conselho Permanente do RSC e criação do Grupos de Trabalho (GT) da elaboração da nova RAD.
No entanto, ainda não foi cumprida a liberação do ponto eletrônico, bem como a padronização das regras para a progressão, a implementação da nova Regulamentação da Atividade Docente (RAD), o fim dos recursos nos processos de RSC, a revogação da IN nº 15 sobre insalubridade e a criação do GT para reenquadramento dos aposentados. Além disso, mesmo não constando no acordo, as entidades sindicais solicitam a retomada do anexo 3A, que foi retirado arbitrariamente pelo MGI.
O SINDSIFCE, enquanto representante das categorias, tem buscado lideranças do governo e do parlamento na tentativa de pressionar pelo cumprimento destes e de todos os pontos. No último mês, representantes do sindicato estiveram reunidos com o Deputado José Guimarães, líder do governo na Câmara, e Guilherme Boulos, ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, cobrando o cumprimento dos acordos.
O SINASEFE aprovou, durante seu último congresso, o indicativo de greve neste ano, decorrente do não cumprimento dos acordos de greve nº 10/2024 e nº 11/2024. A próxima plenária nacional, a ser realizada no dia 28 de fevereiro, definirá se será ou não aprovada uma nova greve em 2026 para as duas categorias.














