O Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (SINASEFE) e Sindicato dos Servidores do IFCE, CMF e EAMCE (SINDSIFCE) vêm à público manifestar solidariedade à professora Maria Cleide da Silva Barroso e outras docentes do Instituto Federal do Ceará (IFCE) Campus Fortaleza, vítimas de assédio moral, e exigir da Corregedoria do instituto maior celeridade na análise e julgamento de processos disciplinares sensíveis.
A docente realizou denúncia de assédio moral junto à Corregedoria em novembro de 2024 e até hoje permanece sem qualquer encaminhamento efetivo do caso por parte da Instituição. É inadmissível que servidoras e servidores sejam obrigados a conviver com assediadores diariamente, arriscando seu trabalho, sua saúde mental e até mesmo suas vidas.
É inaceitável que um processo disciplinar, que deveria, por lei, ter um prazo máximo de 120 dias, demore mais de um ano para ser encaminhado, trazendo prejuízo direto àqueles que realizam a denúncia, além de afetar a continuidade e qualidade do serviço prestado pelo instituto.
Os sindicatos entendem que os servidores da corregedoria também são vítimas de um volume de trabalho excessivo, e que a celeridade nesses processos é responsabilidade direta da instituição e seus gestores. Quando não há uma real preocupação em investigar e resolver casos de assédio, a instituição se torna conivente com a situação.
É notória e grave a cultura dentro deste e de tantos outros institutos de ignorar ou apequenar casos de assédio, a exemplo do que ocorreu recentemente no CEFET/RJ, onde duas professoras tiveram suas vidas ceifadas por um outro trabalhador da instituição, que não aceitava a liderança das servidoras. Se não há investigação em tempo hábil e punição adequada, se abre ainda mais espaço para que esse tipo de violência brutal siga acontecendo.
Diante desse grave cenário, o SINASEFE, representando nacionalmente a categoria de docentes dos institutos federais, levará o caso à Controladoria-Geral da União (CGU) para que sejam tomadas providências em relação ao caso. Entendemos que diante da impotência do IFCE é necessário agir urgentemente para garantir a proteção da servidora.
O SINASEFE e o SINDSIFCE seguirão acompanhando o caso de perto e cobrando os órgãos responsáveis. Também nos colocamos, hoje e sempre, à disposição dos(as) servidores(as) que necessitem de auxílio, seja no âmbito administrativo ou jurídico, contra qualquer tipo de assédio ou violência sofridos dentro dos institutos federais.














