Em mais um ataque contra o povo, o Senado Federal aprovou, em menos de dois minutos, um projeto de decreto legislativo (PDL) que altera uma resolução que garantia o direito ao aborto à crianças e adolescentes vítimas de estupro. Por se tratar de uma PDL, a medida não passa por sanção presidencial.
A medida já havia sido votada e aprovada no ano passado pela Câmara dos Deputados, sendo votada no Senado, desta vez, na modalidade simbólica, na qual não ficam registrados quais senadores votaram contra ou a favor do projeto, uma tentativa covarde de mascarar a decisão perversa tomada na noite desta terça-feira (2).
Para além de todas as atitudes baixas, vis e perversas dos inimigos do povo contra a população brasileira, a PDL em questão ataca diretamente o direito de proteção às crianças e adolescentes em nome de uma suposta proteção à vida. Mas de que vida estes senadores estão cuidando?
Uma gravidez precoce é extremamente arriscada à vida da criança, que não está preparada fisicamente para receber uma gestação. Além disso, as consequências psicológicas de uma gravidez fruto de um abuso podem acarretar em diversos outros problemas que acompanharão o indivíduo por toda a sua vida.
Mais uma vez, é importante questionar: a quem os senadores querem proteger ao aprovar esse tipo de medida, visto que não traz nenhum benefício às crianças e adolescentes? Por que, ao invés de encaminhar a aprovação da escala 6×1, o Senado achou que a manutenção da exploração dos corpos de menores deveria ser prioridade?
Neste momento, além de demonstrar nossa revolta e indignação, é importante nos lembrarmos dos deputados que encaminharam a proposta ao Senado e, especialmente, à senadora Damares Alves, que elaborou o relatório favorável à PDL, e ao presidente Davi Alcolumbre, que é conivente com essas e outras propostas absurdas encaminhadas pelos inimigos do povo. Que neste ano de eleições possamos varrer estes nomes da política, elegendo quem de fato irá garantir proteção às crianças e adolescentes do Brasil.














