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Notícias

  11/12/2020 

Imposição de retorno a aulas presenciais sem vacina para todos será enfrentada com greve, destaca o SINASEFE, em lives das 4 seções cearenses

O Governo Federal, de forma insana, ameaça de vez em vez a volta às aulas, porque não tem o menor compromisso com a vida das pessoas. Vamos enfrentar essa ameaça com greve. A afirmação é de David Lobão, coordenador nacional do Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (SINASEFE), em "live" promovida na noite desta quinta-feira, 10/12, pelas quatro seções do SINASEFE no Ceará: o SINDSIFCE (que representa os servidores de 32 campi do IFCE) e as seções de Juazeiro do Norte, Crato e Iguatu. Clique aqui para acessar.

 

O debate foi sobre as portarias 983 e 1038, que tratam de temas como ensino remoto, tripé ensino, pesquisa e extensão, carga horária de trabalho, entre outros. O anúncio do Ministério da Educação, de retorno presencial das universidades e dos institutos federais em 1o. de março, e a programação para vacinar inicialmente somente os docentes (não também técnico-administrativos e estudantes) foram criticados pelos participantes do debate, coordenado por Rafaella Florencio, integrante da Diretoria Colegiada do SINDSIFCE, e que também contou com William Carvalho (servidor do Colégio Pedro II, do Rio de Janeiro) e Eleudson Queiroz, do SINASEFE Iguatu.

 

"Qualquer reitor que queira efetivar  a volta às aulas presenciais em primeiro de março sem a devida segurança, sem vacina para todos da comunidade acadêmica, vamos fazer greve. Já está deliberado em plenária e já está comunicado ao governo", ressaltou David Lobão, para quem a portaria 1030/2020, substituída mais recentemente pela 1038/2020, é "simples e rápida".

 

"O Governo Federal, irresponsável, genocida, tenta pressionar as escolas a voltar às aulas mesmo sem plano de vacinação, sem ter o povo imune, sem ter segurança sanitária capaz de garantir a volta às aulas".

 

IFs poderiam ser grandes aliados da campanha de vacinação

 

Na portaria 1038, avalia  David Lobão, há um recuo muito grande em relação à 1030. "A última palavra será do CONSUP", enfatiza. "Isso nos permite fazer grande discussão com os servidores e deixar clara a indisposição de voltar à sala de aula, retomar trabalhos presenciais, sem a devida vacina, sem a devida certeza de não colocar nossas vidas em risco", aponta.

 

"As nossas escolas deveriam estar sendo preparadas pra fazer parte de uma grande campanha, um grande mutirão de vacinação. Elas estão em mais de 600 municípios do País. Podiam ser um grande instrumento pra combater a pandemia, vacinando, preparando e ajudando a sociedade".

 

Retorno só com vacina para todos

 

William Carvalho, servidor do Colégio Pedro II, do Rio de Janeiro, chamou atenção para o fato de, enquanto outros países já aplicam vacina, o Brasil sequer ter adquirido seringas para isso.

 

"A gente tá num momento de pandemia há 9 meses. E o que a gente vê nesse meio tempo é o Governo Federal implementando um monte de coisas como se as expectativas desse governo fossem as da maioria da sociedade brasileira, como se nada estivesse ocorrendo no planeta. Nisso já vimos uma série de ataques, com a política das instruções normativas e das portarias, sejam ministeriais, ou dos próprios reitores, acompanhando o governo e parte da sociedade que defende esse discurso".

 

Para William, não se pode recuar na posição já aprovada em plenária do SINASEFE, de greve em caso de imposição do retorno presencial, sem vacina para todos e todas. "Precisamos dizer pro governo de forma clara que não aceitamos que sejam vacinados apenas os docentes. Já existe uma programação do governo que o quarto ou quinto grupo são os docentes. E os alunos? E os técnicos? Não podemos aceitar de forma nenhuma em retorno sem a segurança da vacinação da comunidade escolar".

 

"É fundamental que o SINASEFE oficie o governo, nas figuras do MEC, Ministério da Economia, Palácio do Planalto e o Congresso Nacional, dizendo da nossa disposição de lutar se não houver vacinação para toda a comunidade acadêmica. Não dá pra preservar um segmento e os outros se aventurarem nos transportes, fazendo inclusive um polo de disseminação da doença".

 

Unidade das quatro seções do SINASEFE no Ceará

 

"Estamos num momento em que são várias as lutas. A cada dia, a gente mal consegue interpretar um documento, um golpe, e nos aparece outro em seguida", destacou a mediadora da live, Rafaella Florencio, servidora do IFCE e integrante da Diretoria Colegiada do SINDSIFCE.

 

"Essas portarias que são sempre reiteradas, sempre polêmicas, depois refeitas, nada mais são que um projeto de sociedade o desmonte do serviço público e da educação pública, no nosso caso", enfatizou.

 

"O ensino técnico e tecnológico incomoda e já vem sofrendo retaliações. E essas duas portarias, 983 e 1038  são um processo desmonte da nossa carreira e do ensino técnico e tecnológico em geral", alertou. "Essa live é um momento importante na organização dos servidores públicos, com especial destaque para a base dos servidores do SINASEFE no Ceará, em uma articulação das quatro seções".

 

"Não só pelos temas abordados, pelos palestrantes, essa live foi importante por ser fruto da articulação das quatro seções do Estado, cada vez mais se unindo pela luta dos servidores federais da educação. Essa postura de combatividade pra gente fazer frente a esse retrocesso que temos dentro da educação, como temos visto diariamente", destacou Eleudson Queiroz, do SINASEFE Iguatu.

 

"Fica um misto de portarias, que saem, que revogam, mudam de opinião. Isso faz parte de um plano maior, que a gente já sabe, de destruição da educação pública, ou representa também a incompetência? Porque é feito com erros básicos de grafia, até".

 

Última atualização: 11/12/2020 às 12:43:35
 
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