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Notícias

  03/08/2020 

Servidores e servidoras do IFCE publicam pesquisa sobre ensino remoto e saúde dos trabalhadores do Instituto. Baixe o arquivo e confira os resultados

Uma pesquisa realizada por servidores e servidoras do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE), com diversas perguntas sobre o ensino remoto, a saúde física, psicológica e social e a situação dos trabalhadores da instituição, em meio à pandemia, traz dados importantes para compreender a complexidade do atual momento. 76,1% dos servidores/as participantes são contra o retorno ao ensino por meio de atividades não presenciais
 
Muito além de soluções meramente tecnológicas para implementar ensino remoto a qualquer preço, como distribuição de chips de acesso à internet e tablets de baixa qualidade e em número nem de longe suficiente para atender à demanda de mais de 36 mil estudantes (inclusive os que moram em regiões em que não há sinal de nenhuma operadora, o que torna inúteis os chips), a pesquisa revela a necessidade de uma política de cuidado, escuta e valorização dos servidores e servidoras.
 
A pesquisa foi realizada por iniciativa do Sindicato dos Servidores do IFCE (SINDSIFCE) e contou com a participação das demais seções sindicais que representam trabalhadores do Instituto. O levantamento e a análise das respostas obtidas também contaram com apoio de servidores e servidoras de diversas categorias. 
 
Ao todo, 544 servidores/as, técnico-administrativos e docentes, responderam ao questionário da pesquisa, o que corresponde a 15,32% do total de servidores/as do IFCE. Entre quem respondeu, 61,7% são docentes e 38,3% são técnico-administrativos, sendo 53,2% do sexo feminino e 46,8% do sexo masculino. 51,9% dos/as participantes são negros (considerando a soma de 43,1% dos que se declararam pardos e 8,8% dos que se declararam pretos); além de 40% que declararam ser brancos, 2,6% amarelos; e 5,3% que não quiseram declarar. A maioria dos servidores/as que participaram da pesquisa tem entre 30 e 49 anos.
 
Baixe aqui o relatório completo da pesquisa e confira a seguir uma síntese de algumas perguntas
 
76,1% dos servidores/as são contra o retorno ao ensino por meio de atividades não presenciais. 23,9% são a favor.
 
Sobre o nível de satisfação em relação ao trabalho remoto, 30,1% dos/as servidores/as afirmam estar insatisfeitos; 42,2% afirmam estar pouco satisfeitos; enquanto 20,3% afirmam estar satisfeitos.
 
À pergunta "Você se considera tecnicamente preparado para realizar atividades de ensino/trabalho a distância?" 47% responderam que em parte. 30,7% não. 22,3% sim.
 
Você se considera emocionalmente preparado para realizar atividades de ensino/trabalho a distância? 48,6% responderam que em parte. 30,4% não. 21% sim.
 
Houve aumento da demanda para sua área profissional nesse contexto da pandemia de Covid-19? 51,7% disseram que sim. 48,3% disseram que não,
 
Você se sente amparada ou apoiada pelo IFCE diante da Pandemia? 29,7% poucas vezes. 27,9% às vezes. 18,8% quase sempre. 14,8% nunca. 8,9% sempre.
 
Como você avalia a postura do IFCE em relação à tomada de decisões? 39,8% dos servidores/as avaliam que as tomadas de decisões são pouco democráticas. 36,1% que são razoavelmente democráticas. 17% que não são democráticas. 7% dizem que são totalmente democráticas.
 
Ação judicial continua tramitando
 
O SINDSIFCE segue denunciando a imposição do ensino remoto e do retorno forçado ao calendário acadêmico, pela Reitoria do IFCE, como causadora de exclusão de estudantes e precarização da educação. 
 
Vale ressaltar que em Assembleia Geral realizada em 9 de junho, servidores e servidoras do IFCE aprovaram repúdio e recusa ao ensino remoto e à retomada do calendário acadêmico. Também cumprindo deliberação dessa assembleia, servidores do Instituto entraram com ação judicial, questionando o ensino remoto, suas consequências e sua forma de implementação sem diálogo com a comunidade. 
 
Na ação judicial, os servidores pediram liminar para a paralisação do calendário acadêmico, com multa diária de R$ 10 mil em caso de descumprimento, para que não houvesse prejuízos nem aos trabalhadores do Instituto, nem aos estudantes que não conseguiriam ter acesso ao ensino remoto. O juiz encarregado do caso indeferiu (negou) o pedido de liminar, mas o processo segue tramitando normalmente, com seus pedidos principais ainda por serem analisados. O SINDSIFCE apresentará recurso quanto à liminar.
 
Uma nota pública de denúncia quanto ao tema foi publicada por três das quatro seções sindicais que representam os servidores e as servidoras do IFCE: SINASEFE Crato, SINASEFE Iguatu e SINDSIFCE. A entidade representativa dos estudantes do IFCE, o Diretório Central dos Estudantes (DCE) também assina a nota, assim como o coletivo Mova-IFCE. Uma versão resumida da nota foi publicada na forma de anúncio nos principais jornais de grande circulação no Ceará, reforçando a visibilidade pública quanto à questão. A nota completa está disponível aqui.
Última atualização: 10/08/2020 às 12:41:47
 
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