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Notícias

  03/05/2019 

SINDSIFCE cumprimenta Chapa 2 pela eleição à ADUFC e propõe luta conjunta em defesa da educação pública

É com grande satisfação que a Diretoria Colegiada do SINDSIFCE cumprimenta a futura nova Diretoria da ADUFC, gestão “Resistir é Preciso”, eleita pela Chapa 2, presidida por Bruno Rocha e Irenisia Oliveira. 
No contexto da nova situação política, aberta com o Golpe de 2016, que fortaleceu as forças conservadoras e repressivas do Estado, os severos ataques aos direitos e às liberdades democráticas nos mostram que, mais do que nunca, é necessário defender a Universidade pública, gratuita, de qualidade, laica, livre e autônoma. Uma Universidade que compreenda o seu papel de formação e enfrentamento das desigualdades sociais, mas também como espaço de reparação histórica e compromisso com a democracia. 
Nesse contexto, a retomada do caráter combativo e de independência de classe, da disposição para as lutas e a defesa dos direitos da classe trabalhadora nas entidades sindicais, aparece como um passo importante e decisivo para os rumos do ensino superior do Ceará e, pelo papel que a UFC cumpre na região, para o futuro da juventude e do povo do Nordeste.
As constantes ameaças a pesquisadores e a intelectuais, forçando seu exílio – como o caso da Profa. Dra. Débora Diniz –, o extermínio escancarado da juventude negra e pobre, o aumento dos ataques a LGBTS e de casos de feminicídio, da perseguição e execução de camponeses e indígenas; a autocracia do judiciário, o bloqueio de sindicatos, os ataques aos professores e à liberdade de cátedra atestam o aumento da política genocida e de guerra do governo contra o seu próprio povo. 
Todos esses ataques não são fatos isolados. Exigem de nós uma reflexão séria sobre qual deve ser o papel das universidades e dos seus sindicatos no próximo período. 
Bolsonaro e sua equipe estão empenhados em atacar os trabalhadores e aplicar o projeto de desmonte do Estado e dos direitos sociais. 
A educação não está fora da agenda de cortes e privatizações. Sob a égide do combate ao “marxismo cultural”, o governo joga a sociedade contra seus professores, ditos "doutrinadores" e "propagadores da ideologia de gênero". Não há limites para as tentativas de revisionismo histórico, para a negação da ciência e para o cerceamento da liberdade de cátedra, que corroboram não apenas com o adoecimento dos servidores, mas, também, com a instalação de uma atmosfera policialesca e de ações truculentas nas universidades – como a ação na FFLCH da USP.
Enquanto isso, a agenda de ajustes e de privatizações na educação segue em curso. Até agora, a educação foi o maior alvo dos cortes implementados pelo governo a fim de cumprir a chamada “meta fiscal”. O ensino superior, que para o ex-ministro Vélez “não deveria ser para todos”, tem sido escamoteado não apenas do ponto de vista de sua autonomia, mas também com os cortes de verbas, as “novas” regras para funcionamento de cursos superiores, o apelo indiscriminado à EAD, o desprezo pelas ciências humanas e o solapo ao processo de democratização – que vem se consolidando com as políticas de interiorização, assistência e cotas. 
O financiamento da pesquisa, da extensão e para produção de C&T, também sofreu drásticas reduções em investimentos, e a ciência brasileira segue duramente ameaçada. Os cortes de bolsas da Capes e do CNPq já são realidades. Para piorar, o novo ministro, Abraham Weintraub, representante do setor financeiro e do mercado especulativo, afirma a execução de uma agenda que favorece lobbies, injeção e transferência de recursos públicos para o setor privado – com o anúncio da redução de investimentos e oferta aos cursos de humanidades, além dos 30% de cortes generalizados às universidades e institutos federais.
Nesse cenário, sabemos bem das dificuldades que se interpõem à organização e à mobilização de trabalhadores e trabalhadoras, especialmente quando um governo tem, a serviço de seus estritos interesses, as armas e o poder judiciário. No entanto, reconhecer uma nova gestão sindical com ânimo de luta, comprometida com a democracia, com o respeito à diversidade e à liberdade de pensamento, com a defesa dos direitos de todos os sujeitos educacionais, faz-se fundamental. É urgente afirmar e defender o legado que a UFC, há décadas e a múltiplas mãos, vem construindo: de qualidade, sustentabilidade e de responsabilidade social.
Assim, afirmamos nossa alegria por essa importante vitória para trabalhadoras e trabalhadores da educação, especialmente para aquelas e aqueles que atuam no ensino superior e nas instituições federais de ensino. Desde já, colocamo-nos, com ânimo, à disposição para a atuação conjunta nas lutas em defesa da educação e da universidade pública. A construção da Greve Geral da Educação, no dia 15/05, já se apresenta como nosso grande e imediato desafio.
 
Parabéns! Contem conosco. Vamos à luta!
 
A Diretoria Colegiada do SINDSIFCE
 

 

Última atualização: 03/05/2019 às 14:00:18
 
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