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Notícias

  03/07/2017 

O IFCE e a crise: a resistência e a união necessárias

Passamos por um momento gravíssimo no país. O governo ilegítimo e corrupto de Michel Temer busca implementar um programa que não passou pelo crivo das urnas, e que no limite reestrutura o Estado brasileiro para retirar direitos da classe trabalhadora. É um processo de redistribuição regressiva de recursos: tira-se dos trabalhadores para disponibilizar mais para o mercado financeiro e os empresários da cidade e do campo. Nesse contexto estão inseridas as reformas trabalhista e da previdência, a lei das terceirizações, e a Emenda Constitucional n° 95/2016 - a do Teto de Gastos. Essa última, particularmente, na medida em que vincula o aumento do investimento na educação à inflação do ano anterior, cuja previsão para os próximos anos é de 4,5%, atinge duramente nossa realidade como instituição pública federal de educação, e gera uma tendência crescente ao sucateamento. O orçamento não crescerá, mas temos campi a serem implementados, cada vez mais alunos, cada vez mais demandas: a tendência é que enfrentemos cada vez mais problemas. Não à toa temos vivenciado situações duras em diversos campi no IFCE.
 
Justamente por isso, entendemos que em nenhum momento dos últimos anos foram tão boas as condições para que atuemos todos juntos em defesa dos nossos direitos na esfera do Instituto Federal do Ceará. Nós, do SINDSIFCE, temos nos esforçado para construir atividades de formação, mobilização e conscientização dos nossos servidores: esse é nosso papel como sindicato. No momento atual, temos nos somado à luta contra as reformas e denunciado o movimento de destruição dos serviços públicos em geral e da educação em particular. Além de mobilizar nossos servidores, fortalecemos a luta contra o governo ilegítimo e suas reformas e temos buscado dialogar com a reitoria do IFCE. Para nós, é imprescindível que, neste momento, a instituição como um todo se some a essas denúncias e na exposição dessa realidade. A UFC, o IFTO, o IFMT, o IFRGS, assim como diversas outras instituições federais de ensino, já se posicionaram oficialmente. No IFCE, o discurso oficial ainda é o de que o momento é de negociação com o governo federal, ainda não de fortalecimento da mobilização ou de exposição pública das denúncias. Entendemos essa política e, embora discordemos por considerar a situação atual grave, ao mesmo tempo em que cobramos um posicionamento público, respeitamos a opção da reitoria.
 
Entretanto, dada nossa convicção sobre os desafios do momento, não nos absteremos de fazermos, como sindicato, nosso papel de denúncia da nossa situação e de cobranças públicas ao governo federal. Neste contexto, publicamos no último dia 22 de junho, sob assinatura do nosso diretor Roberto Araújo, um artigo no jornal O Povo intitulado “IFCE: a educação da pires na mão”, em que discutimos a atual situação do instituto. No dia seguinte, fomos surpreendidos com uma convocação informal, via e-mail, do servidor que assinou o artigo para uma reunião com a reitoria, sem especificação alguma de pauta. Nos pareceu muito estranho que Roberto fosse convocado individualmente para uma reunião, sem pauta, logo depois de ter tido o artigo publicado. Solicitamos, então, formalmente, um esclarecimento acerca dos porquês da convocação e a especificação da pauta da reunião. Não recebemos nenhuma resposta e, por motivos óbvios, decidimos não comparecer à dita reunião. 
 
Seria muito grave se o intuito dessa reunião fosse qualquer tentativa de pressionar o servidor a não emitir publicamente suas opiniões ou pedir “satisfações” com relação ao que foi publicado no jornal. Vivemos (ainda) numa democracia com liberdade de expressão, e é nosso papel como sindicato – e de cada servidora e servidor da instituição – divulgarmos nossas opiniões, denunciarmos o que está errado e lutarmos – inclusive na disputa pública de ideias – para transformar essa realidade. Não abriremos mão das nossas funções e não aceitaremos nenhum tipo de cerceamento de nossas posições. Seguimos acreditando e afirmando que a instituição deva se posicionar oficialmente sobre a conjuntura atual e, principalmente, que acreditamos que o momento é de fortalecimento da mobilização dos servidores e atuação conjunta de toda a comunidade do IFCE na luta contra um processo de reestruturação que pode ser o começo do fim desse projeto que ainda tem tanto a contribuir para a sociedade cearense. A luta por democracia e por uma educação de qualidade começa por nós mesmos. Esperamos que a gestão da instituição tenha a maturidade de compreender isso e se somar, junto com o conjunto de servidoras e servidores do IFCE e o SINDSIFCE, a essa luta que pode ser decisiva para o futuro do IFCE.
Última atualização: 03/07/2017 às 10:38:43
 
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