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Notícias

  26/06/2017 

Com grande adesão de servidores e estudantes, debate sobre dificuldades de orçamento do IFCE aconteceu nesta segunda-feira, no IFCE Fortaleza 

Um auditório lotado demonstrou na tarde desta segunda-feira, 26/06, a preocupação espalhada por todos os campi do IFCE do Estado com as fortes consequências de cortes e contingenciamentos que vem sendo impostos pelo Governo federal à instituição. Alunos e servidores de vários municípios marcaram presença no IFCE Fortaleza para relatar a situação precária que estão vivenciando. Maurício Sabóia, assistente administrativo do Campi Caucaia, relatou que esse será o primeiro semestre do campi que não terá edital para contemplar estudantes com auxílio por falta de verba, destacando ainda o déficit da instituição que chega  a R$400 mil, sendo R$250 mil só para custear a alimentação escolar e o restante com despesa de pessoal: "a maior despesa que temos hoje é com pessoal (motoristas, vigilantes, limpeza) e a medida que nos pedem para reduzir os terceirizados, temos ciência de que vamos reduzindo também a qualidade e precarizando o serviço", pontuou.  Demissões e até a possível paralisação de alguns campi estão entre as principais preocupações. Aracati, Caucaia, Crato, Baturité foram alguns dos representados no debate de hoje, que contou com a participação dos professores Dante Moura, do IF do Rio Grande do Norte, e Tássio Lofiti, pró-reitor de Administração e Planejamento. 

A discussão sobre orçamento decorre das inúmeras reclamações recebidas pelo Sindicato quanto à realidade desafiadora vivenciada nos diversos campi do Instituto, em virtude de cortes orçamentários, contingenciamento, falta de recursos. As consequências desse cenário, imposto pelo Governo Federal e até o momento não denunciado publicamente pela Reitoria do Instituto (ao contrário do que fizeram instituições como a UFC e os Institutos Federais de Tocantins e Mato Grosso, publicando notas a respeito), já são sentidas de forma grave no dia a dia da comunidade acadêmica. Questionado sobre o não posicionamento público, Tássio afirmou que "não ha problema nenhum quanto a isso, esse assunto já foi inicialmente discutido. Eu acho que o próprio colegiado de dirigentes pode sair com uma nota registrando essa situação de restrição da instituição".

Segundo o pró-reitor, a reitoria tem feito uma articulação com todos os campi para minimizar os efeitos dos cortes orçamentários: "esse ano já nos reunimos com todas as direções para articular soluções e caminhos de forma a garantir o funcionamento pleno da instituição", mas admitiu que a medida que "o tempo vai passando, o orçamento vai ficando cada vez mais restrito". Reiterou ainda que a partir do momento que a portaria nº 28 for revogada, todos os campi poderão suspender as supressões e manter os postos de terceirizados: "Nós não identificamos problemas generalizados para custear os campi, então a partir do momento que ela for revogada, também se retira as restrições para os terceirizados", disse. Mas até o momento não existe uma data estabelecida para revogação da portaria, que limita o uso do orçamento nas despesas de serviços terceirizados, diárias, passagens, locações e contratação de estagiários.

Como o Sindsifce vem alertando, as dificuldades orçamentárias já vêm causando demissão de trabalhadores terceirizados, corte nos serviços de transporte e visitas técnicas, escassez de recursos para assistência estudantil e até incerteza quanto à própria continuidade do funcionamento de alguns campi, diante da falta de dinheiro até mesmo para custear o almoço de estudantes. Falta de equipamentos para laboratórios, suprimentos de informática, entre outros itens de consumo, além de total ausência de perspectiva quanto a obras necessárias nos campi também foram apurados pelo SINDSIFCE, a partir dos relatos da comunidade. 

Durante o evento desta segunda-feira, o público participou ativamente com perguntas, questionamentos e relatos sobre a situação atual dos campi. O consenso é que ainda há muito o que se discutir, tendo em vista a quantidade de demandas existentes dentro da instituição. Para o professor Dante, a educação ainda tem as mesmas reinvindicações dos anos 90: "não conseguimos alcançá-las e por isso elas continuam em pauta", destacou o professor que disse ainda que vivemos o que ele chamou de "avanços de retrocessos", onde os avanços conquistados até hoje estão fortemente ameaçados, onde se faz ainda mais urgente discutir saídas não só para o orçamento, mas para as mudanças que estão chegando com a nova lei do ensino médio, por exemplo. Dante destacou ainda as mudanças positivas trazidas pela expansão dos campi do Instituto, que levou a localidades distantes a possibilidade do ingresso ao ensino superior e agora "a política em curso não nos dá mais a garantia do funcionamento de todos esses campi, consquistados com a expansão", pontuou. Para ele "é preciso pensar em conjunto, convergir SINASEFE, CONIF e gestão. Organização é nossa principal arma", destacou.

 
Última atualização: 01/07/2017 às 16:49:20
 
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